segunda-feira, 30 de abril de 2012

Antroponímia



A antroponímia é a ciência que estuda o nome das pessoas. O nome não é simplesmente “um nome” se considerarmos crenças, superstições e objetivos. Muitos acreditam que o nome tem forte influência na formação do caráter do individuo. Mas nem sempre houve tal preocupação. Acredita-se que a ideia de que o nome exercia influência na vida da pessoa surgiu na Antiguidade. 
No começo havia somente o nome, mas com o aumento da população instituiu-se o sobrenome, o qual tinha ligação com a família, profissões ou com lugar de origem. Uns dos exemplos podem ser “Jesus de Nazaré”, “Maria de Nazaré”, “Alexandre da Macedônia”, etc.
De qualquer forma, o nome é algo muito importante. Por isso alguns pais passam por uma intensa pesquisa antes de definir o nome do ser que está para vir ao mundo. Há aqueles que não se importam tanto e acabam decidindo o nome pouco antes de registrar a criança. São em tais casos (ou naqueles em que os pais insistam em dar nomes que combines com os seus, que sejam de alguém famoso ou até mesmo que saciem algumas bizarrices) que o individuo ganha um nome que talvez não o agrade. Neste caso o que fazer?
Segundo a Lei Federal dos Registros Públicos, de número 6.015, de 1973, todo nome é inalterável. Mas há algumas exceções. Se o nome expõe a pessoa ao ridículo ela pode entrar na justiça pedindo a alteração deste. Não é um processo fácil, mas se a pessoa for conhecida pelo nome que não seja o “pomo da discórdia”, isso pode ajudar. Para evitar transtornos futuros o oficial do cartório pode se recusar a registrar uma criança se achar que o nome possa ridicularizá-la posteriormente. 
Os apelidos notórios podem fazer parte do nome, como o do nosso presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O apelido “Lula” se tornou tão notório que foi acrescido ao nome de batismo.
Para alterar o registro civil no Ministério Público a pessoa tem que ter atingido a maioridade. Antes disso, pode ser feito no cartório mesmo. Outros casos como erro na grafia e proteção à testemunha podem ser considerados para a alteração.

Maquiavel era maquiavélico?



Pode parecer estranho, mas o adjetivo “maquiavélico”, derivado do nome “Maquiavel”, nada tem a ver com a personalidade de Nicolau Maquiavel ou Nicolo di Bernardo dei Machiavelli.
Na minha modesta opinião, Maquiavel é muito mais que um pensador que disse em sua mais conhecida obra “O Príncipe”, entre muitas outras coisas, que para um príncipe se manter no poder deveria fazer o bem aos poucos, mas o mal deveria ser feito de uma só vez. Foi desse pensamento que surgiu a ideia de que os fins justificam os meios.


Nicolau Maquiavel (1469 – 1527) foi o primeiro pensador da Idade Moderna. Talentoso e inteligente, foi alvo de invejosos enquanto trabalhava na segunda Chancelaria da República de Florença como secretário e nunca chegou a ser embaixador, no máximo, lhe confiaram algumas missões diplomáticas na Itália e no estrangeiro, sem que o nomeassem.
Ao contrário do que muitos podem pensar, Maquiavel criticava os exércitos mercenários, como fica claro em sua imortalizada obra. Viveu modestamente até 1512 quando os Médicis retornaram ao poder e o despediram. Então começou a escrever, não poemas como gostaria, mas livros como “Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio”, “História de Florença”, “Tratado sobre a Arte da Guerra” e “O Príncipe” ou “Dei Pricipatibus (dos principados)”.
“O Príncipe” foi dedicado a Lorenzo de Médici, já que Giuliano de Médici, o primeiro eleito para receber a dedicatória, não parecia ser influente o bastante para ajudar o escritor florentino alcançar seu objetivo que era agradar aos novos poderosos e
“... também que a casa dos Médicis me utilize em alguma negociação que esteja para realizar”, como confidenciou certa vez a um amigo. Mas infelizmente isso não foi o suficiente para resolver seu problema.
Digno, pai terno, leal, observador, grande homem e, talvez por isso, motivo de controvérsias e equivocadas interpretações. Isso talvez ocorra por ideias como “as crueldades devem ser feitas de uma só vez e não aos poucos, pois as que são praticadas em breve espaço de tempo parecem menos duras e mais depressa são esquecidas. O bem, ao contrário, deve ser feito em pequenas doses, para que o povo o saboreie”.


“O Príncipe”, um livro de apenas XXVI capítulos, contem preceitos de como um governante deve agir em variadas situações. Um livro estratégico, inteligente e lógico. Todas as exortações nele presentes são frutos de anos dedicados ao governo italiano.
Pode – se chegar à conclusão de que Maquiavel nunca foi maquiavélico, mas conhecedor dos ardis dos homens para chegarem ao poder e jamais perdê–lo. Pena que a maioria dos que fazem uso do termo “maquiavélico” não conheça o pensador que chegou a contradizer Dante nem sua obra – prima.

Você sabe entender espanhol?


Você sabe espanhol?
Aqui há uma chance de você treinar seus "dotes idiomáticos" traduzindo a frase abaixo:
Un tarado pelado está corriendo en la calle com el saco en la mano.
Traduziu?
Se você é íntimo da "lengua muy amiga" percebeu que a frase acima é composta por alguns falsos amigos ou falsos cognatos. Se você não é tão amigo assim deve ter se equivocado e a traduziu para algo que, no momento, não vale a pena ser mencionado.
Falsos cognatos é o nome dado a palavras que em línguas distintas têm escritas iguais ou semelhantes, mas com significados diferentes.
Só para não deixar dúvida, a frase em questão quer dizer:
*Um bobo careca está correndo na rua com o paletó na mão.

* É bom destacar que na Língua Espanhola (como em tantas outras), uma mesma palavra pode ter significados diferentes, dependendo da região onde é utilizada.